Lei para alguns
Tem coisas no Brasil que são tão óbvias que dá raiva na gente ver os erros se repetindo sem aparente vontade das autoridades em resolver. O privilégio de algumas categorias profissionais, por exemplo, faz com que muita coisa ande errado.
De que adianta colocar o traficante mais perigoso do Brasil, o Beira-Mar, numa prisão de segurança máxima, se pela legislação vigente, não se pode revistar os advogados que entram e saem com bilhetes, armas, celulares, drogas, etc.
Amparados pela lei 8.906/94, art.7°, eles podem realizar visitas sem aviso prévio, a qualquer hora que desejarem. Para que então se gastar milhões na construção de altos muros, grades, transporte do bandido por avião, escolta militar, etc.? Falo disso porque está nos jornais de hoje que o traficante, mesmo preso, movimentou negócios no valor de mais de 60 milhões de reais. Isso foi descoberto após investigações que levaram a várias empresas que participavam do esquema. Essa cultura do privilégio me lembrou da época em que os militares estavam no poder, onde era comum se ouvir de alguém que fazia algum "mal feito" e tivesse sido pego com a boca na botija: -- Sabe com quem está falando? Sou filho do general y ou do major x...
Gente, enquanto as leis e normas não forem cumpridas à risca, sem excessões, nada vai dar muito certo por aqui.