Suicídio social
Em tempos onde o politicamente correto predomina, batizei de suicídio social dizer hoje, em público, algumas opiniões pessoais sobre os mais variados assuntos. Exemplos: falar que não gosta do PT ou que torce contra o Flamengo; que a faixa exclusiva melhorou o tráfego em Copacabana; que gosta de comer pastel de vento no Chinês da esquina; que as mulheres mais bonitas do Brasil estão em São Paulo ou Porto Alegre; que a mania de atraso do carioca é um saco; que não sente atração por mulher bombada em academia; que prefere o Inverno ao Verão; que detesta verduras e vegetais; que não faz ginástica; que prefere viajar para o exterior do que conhecer mais o Brasil; que odeia comida caseira; que acha que não precisava haver o feriado de Zumbi; que não gosta de gente tatuada; que acha que nem todas as crianças são bonitas; que os cortes de cabelo das cariocas é cafona; que usa a informática com parcimônia, que nunca gostou dos Beatles; que adora um torresminho acompanhando a cerveja. Cuidado com a língua. Ser sincero em tudo pode matar suas chances de socialização.