Bonde
Bacana. O Ronaldinho Gaúcho fez um gol de bola parada que deu o título do campeonato, ontem, ao Flamengo. Também, com aquele salário, dá pra ficar treinando chutes dia e noite, até poder chutar com os olhos fechados. Mas, o que me chamou a atenção não foi o gol e sim a comemoração em campo. A tal da coreografia do "Bonde sem Freio" que o atacante e seus companheiros rubro-negros inventaram, pelo menos para mim, tem como referência os "bondes" que os assaltantes ou traficantes fazem por aí para levar os pertences ou carros de suas vítimas. Chego a esta conclusão porque os outros bondes, usados como meio de transporte no Rio, já sairam de circulação há mais de 50 anos e portanto, não são do tempo desses jovens jogadores. Os "bondes" atuais são compostos de vários carros -- em geral, roubados -- que saem em caravana para fins escusos. Ao se usar um produto da bandidagem como símbolo de comemoração de gol do maior clube do Brasil, com o agravante de ter à sua frente um jogador com status internacional, está se consagrando o apelido de uma prática criminosa. Pode parecer exagero meu, mas...